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Os 7 Erros Técnicos Invisíveis que Fazem Empresas Perderem Processos

Os 7 Erros Técnicos Invisíveis – B-Safe Perícias

Esses erros são chamados de “invisíveis” porque parecem pequenos ou irrelevantes no dia a dia da empresa, mas tornam-se fatais quando analisados tecnicamente em uma perícia judicial.


1
Documentação Técnica Inexistente ou Inadequada

O problema:

A empresa implementou medidas corretas, mas não documentou adequadamente.

Exemplos práticos:

  • ✔️ Fornece EPIs, mas não mantém fichas de entrega assinadas;
  • ✔️ Realiza treinamentos, mas não guarda certificados com conteúdo programático e listas de presenças;
  • ✔️ Faz manutenção de equipamentos, mas não registra em ordem de serviço;
  • ✔️ Implementa proteções coletivas, mas não documenta através de laudos técnicos.
Consequência judicial
“Se não está documentado, não aconteceu.”

O perito judicial, anos depois dos fatos, não consegue comprovar que as medidas existiam.

Resultado: caracterização da insalubridade ou da periculosidade.

2
Laudos Técnicos Desatualizados ou Genéricos

O problema:

A empresa possui a documentação técnica (Laudos de Insalubridade ou Periculosidade, LTCAT – Laudo Técnico das condições Ambientais do Trabalho, PGR – Programa de Gerenciamento de Riscos), contudo, esses documentos foram elaborados de forma superficial – o que chamamos de documentos de prateleira – ou encontram-se desatualizados.

Situações comuns:

  • Documentos genéricos e/ou superficiais, com ausência de avaliações quantitativas dos agentes físicos ou químicos;
  • Inexistência de informações ou avaliação de eficácia dos dispositivos de proteção empregados (EPIs);
  • Análise e conclusões equivocadas acerca do enquadramento ou caracterização da condição especial para um determinado agente;
  • Definição incorreta dos Grupos de Exposição Similares;
  • Ausência de laudos laboratoriais e histogramas que comprovem a realização das avaliações ambientais de forma irrefutável;
  • Emprego incorreto de técnicas de amostragem em desconformidade com a legislação vigente.
Consequência judicial

A documentação técnica que a empresa possui depõe desfavoravelmente contra ela mesma, apresentando lacunas ou oferecendo munição à parte contrária da ação — o que chamamos de tiro no pé.

Em razão disso, a caracterização da insalubridade ou periculosidade é inevitável.

3
Não Comprovar Eficácia dos EPIs

O problema:

A empresa fornece EPIs, mas não comprova tecnicamente sua eficácia para neutralizar ou reduzir a exposição.

O que é necessário:

  • ✔️ EPI com Certificado de Aprovação (CA) válido;
  • ✔️ Adequação do EPI ao risco específico;
  • ✔️ Comprovação de fornecimento gratuito;
  • ✔️ Registro de treinamento para uso correto;
  • ✔️ Fiscalização do uso efetivo;
  • ✔️ Troca periódica e manutenção.

O que a maioria das empresas faz: Apenas entrega o EPI, sem documentar treinamento, fiscalização ou eficácia.

Consequência judicial

De acordo com o subitem 15.4.1 da NR 15, em caso de existência de condições de trabalho insalubres, a neutralização ou eliminação deverá ocorrer com a adoção de medidas de ordem geral que conservem o ambiente de trabalho dentro dos limites de tolerância e/ou com a utilização de equipamentos de proteção individual.

Sem comprovação, o perito desconsidera o EPI e caracteriza a insalubridade.

4
Ausência de Assistente Técnico na Perícia Judicial

O problema:

A empresa não contrata assistente técnico para acompanhar a perícia judicial.

Consequência judicial:

  • Nenhum controle sobre a metodologia aplicada pelo perito;
  • Impossibilidade de questionar medições inadequadas;
  • Falta de contraprova técnica ao laudo pericial;
  • Aceitação passiva de conclusões desfavoráveis.

O que acontece na prática:

O perito judicial realiza a vistoria sozinho, aplica a metodologia que julgar adequada, tira suas conclusões — e a empresa não tem como contestar tecnicamente.

Sem assistente técnico, a empresa está “tecnicamente cega” no processo.
5
Quesitos Técnicos Mal Elaborados

O problema:

Os quesitos apresentados ao perito judicial são genéricos, mal formulados ou não direcionam a perícia.

❌ Quesitos ruins

“O ambiente é insalubre?”

“Foram fornecidos EPIs?”

“A empresa cumpriu as normas?”

✔️ Quesitos estratégicos

“Considerando a atenuação de 25 dB(A) do protetor auricular modelo XYZ, CA 12345, fornecido pela empresa, o nível de ruído atenuado no trabalhador está abaixo do limite de tolerância de 85 dB(A)?”

“A metodologia de medição utilizada seguiu rigorosamente a NHO-01 da Fundacentro?”

“Há outras medidas de controle coletivo implementadas que reduzem a exposição?”

A diferença:

Quesitos estratégicos direcionam tecnicamente a perícia, obrigam o perito a considerar aspectos favoráveis à empresa e constroem a defesa técnica desde o início.

O problema: A maioria das empresas deixa apenas o advogado elaborar os quesitos, sem apoio de profissional técnico especializado.

6
Não Preservar Evidências Técnicas

O problema:

Quando o processo chega à fase de perícia (geralmente 2 a 5 anos após o ajuizamento), as condições de trabalho já mudaram.

Situações comuns:

  • Layout foi alterado;
  • Equipamentos foram substituídos;
  • Processos produtivos foram alterados;
  • Produtos químicos foram substituídos;
  • EPIs foram atualizados.
Consequência judicial

O perito avalia a situação atual, não a situação da época do contrato do reclamante. Se as condições pioraram ou se não há como recriar o cenário original, a perícia pode ser desfavorável.

✔️ Solução preventiva — manter arquivo histórico com:
  • ✔️ Laudos técnicos anteriores
  • ✔️ Fotos dos ambientes de trabalho
  • ✔️ Registros de layout
  • ✔️ Fichas de segurança de produtos (FISPQ)
  • ✔️ Histórico de medições ambientais
  • ✔️ Registros de EPIs utilizados em cada período
7
Não Contestar Tecnicamente o Laudo Pericial Desfavorável

O problema:

A empresa recebe um laudo pericial desfavorável e não produz parecer técnico contestando.

Por que isso acontece?

Muitas empresas acreditam que “se o perito disse, está decidido”. Isso é um erro grave.

A realidade:

O laudo pericial pode e deve ser contestado quando contém:

  • Erros metodológicos
  • Descumprimento de normas técnicas
  • Conclusões sem fundamentação
  • Medições inadequadas
  • Interpretações equivocadas

Como contestar?

Através de parecer técnico elaborado por assistente técnico, que será juntado aos autos e poderá:

  • ✔️ Influenciar a decisão do juiz
  • ✔️ Gerar necessidade de esclarecimentos do perito
  • ✔️ Fundamentar embargos de declaração
  • ✔️ Sustentar recurso

Não deixe sua defesa ao acaso

Esses 7 erros são comuns, evitáveis e corrigíveis mas apenas quando identificados a tempo.

Empresas que reconhecem suas vulnerabilidades técnicas e agem preventivamente possuem muito mais capacidade de defesa quando um processo chega à fase de perícia.

A diferença entre caracterização e não caracterização da insalubridade, entre condenação e absolvição, muitas vezes está nos detalhes técnicos que apenas um assistente técnico especializado consegue identificar e explorar estrategicamente.

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